Djalma Pinheiro

Ah, se eu fosse um poeta....

Textos

Quem não conhece estes contos..........

Quem não conhece estes contos..........

Um garoto chamado Zezé tinha 6 anos (ou 5, mas gostava de dizer que ele tinha seis).

Ele vivia em uma casa de tamanho médio, seu pai se chamava Paulo e estava desempregado, sua mãe, que por causa de seu marido desempregado trabalhava até tarde numa fábrica, e mais três irmãos: Totoca, Jandira e Glória.

Por causa do desemprego de seu pai, eles foram obrigados a mudar para uma casa menor, onde o garoto conheceu Minguinho seu pé de laranja lima, que fica sendo seu melhor e único amigo.................... (Meu pé de Laranja Lima- José de Abreu)

Cada personagem mostra o quanto as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo do amor: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Antoine de Saint-Exupéry via os adultos como pessoas incapazes de entender o sentido da vida, pois haviam deixado de ser a criança que um dia foram. Entendia que é difícil para os adultos (os quais considerava seres estranhos) compreender toda a sabedoria de uma criança.

Desta fábula foram feitos filmes, desenhos animados, além de adaptações. Muitos adultos até hoje se emocionam ao lembrar do livro. Talvez porque tenham se tornado “gente grande” sem esquecer de que um dia foram crianças...... (Meu pequeno Príncipe- Antoine de Saint-Exupéry)

Mas esta de certa forma é real, vinha um cidadão, caminhando cabisbaixo em plena véspera e Natal.

Teria ido a uma casa para participar da ceia, mais o ambiente o incomodou muito é que a maioria das pessoas que ali estavam, haviam esquecido o verdadeiro sentido do espírito natalino, dado as bravatas que contavam e a maneira de como todos se comportavam.

La para as bandas de 23:00 hr, estava passando em uma praça e deparou-se com uma família de pedintes, o homem, sua companheira e três crianças. O cidadão ao ver aquela cena, veio-lhe de imediato na mente de onde ele estava vindo, com toda a ostentação, enquanto ali no meio de uma praça tinha pessoas que talvez ficasse contente se tivessem pelo menos um prato de “feijão com arroz ou quem sabe uma sopa quentinha para forrar e aquecer o estômago”.

Ao passar por eles notou que uma das crianças o olhava atentamente com um lindo sorriso. Não pediu nada, limitou-se apenas a olhar e sorrir e na mente do cidadão veio um turbilhão de coisas, de fatos. Muito embora hoje um homem de posses, mas que também tivera uma infância humilde, que quando criança ganhava presentes na noite de natal dados por vizinhos...

Deu um estalo, correu a um Shopping, antes que fechasse as 24:00 hrs, e comprou mantimentos e algumas coisinhas de natal, comprou alguns simples brinquedos e foi a um restaurante pediu a melhor ave que estivesse pronta, que por sorte haviam encomendado um “chester” e não haviam pego,

Receoso de como o homem o receberia, aproximou-se do casal e perguntou ao homem se eles se importariam de que ele ficasse ali com eles na noite de natal. O homem ficou meio assustado, pois como um cara com aquela aparência de garotão bem vestido, iria querer passar a noite de natal no meio de uma praça junto com uma família que não tinha nem um pedaço de pão, onde o cidadão lhe deu todas as explicações e confessou que como no “Presépio”, ficou tocado com o sorriso de seu filho menor (tinha uns três ou quatro anos) e havia ido ao Shopping em frente à praça comprado uma pequena ceia de natal, junto com outros mantimentos do dia a dia e brinquedos para as crianças.

Mesmo assustado e desconfiado o casal permitiu a sua estada junto a eles. Nossa foi uma noite maravilhosa! A algazarra das crianças com seus brinquedos e a disposição com que todos se fartaram, mesmo que tenha sido só uma noite, mas foi maravilhoso, pois não era uma noite qualquer era a noite de natal............


Que o espírito natalino se renove em nosso dia a dia UM FELIZ NATAL PARA TODOS OS DIAS DE NOSSAS VIDAS


Djalma Pinheiro

Djalma Pinheiro
Enviado por Djalma Pinheiro em 27/02/2009
Alterado em 22/11/2012
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